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        O burro, nunca sabe que errou. O esperto, aprende com os próprios erros. O sábio, aprende com o erro dos outros. Então veja algumas gafes e erros das pessoas, que com todo o seu bom humor, relataram em nosso site. Claro que, nomes e locais, foram mantidos em sigilo.
            Se você tiver uma história engraçada ou útil para as pessoas, mande uma mensagem para nós.


Um dia eu quis matar o garçom, quando fui pedir um saquê e o cara que me atendeu, não sabia porcaria nenhuma!!! Pedi um Junmai e ele me perguntou qual. Ainda mantendo a minha postura, pedi um Guinjo. De novo perguntou qual marca. Poxa, assim não dá. Eu achava que os restaurantes japoneses, pelo menos soubesse o que estão vendendo. É assim em outros lugares????

Eu se fosse o garçom, provavelmente perguntaria as mesmas coisas, mas já indicando as opções de Junmai e Guinjo, disponíveis na carta de saquê. Em primeiro lugar, Junmai é um tipo de saquê e Guinjo, uma categoria. Seria mesma coisa que pedir "Meu caro, traz um Malbec para mim, e um Napoleon para o meu amigo. Se não tiver um V.S.O.P serve". Concordo que o garçom deveria ser mais amável e não constranger os clientes. Por isso, a melhor saída quando não souber escolher um saquê no restaurante, peça uma sugestão ao garçom.


Olá, sou um admirador da cultura e dos costumes japoneses. E respeito muito os japoneses quando se trata de não desperdiçar alimentos. Foi aí, que num dia frio, aqueci o meu saquê (seguindo os passos do site) e tomamos várias doses com um grupo de amigos em casa. Porém, sobrou meia jarra de cerâmica e fui praticar o não-desperdício dos japoneses. Esperei esfriar um pouco e guardei na geladeira com a boca bem fechada. Depois de algum tempo, acho umas duas semanas, estava calor e fui tomar o que sobrou. Sinceramente o saquê parecia estar sem álcool e um pouco amargo. Aí eu pergunto. O saquê estragou?

Estragar não estragou. Agora que fica ruim fica mesmo. O saquê quando aquecido, perde-se um pouco do álcool e acentua o malte de arroz. Depois ele é resfriado e guardado na geladeira. O álcool do saquê é o responsável em manter a vida da bebida, já que o arroz é o que causa a oxidação. Agora pensa que o teor do álcool está enfraquecido. O malte enquanto quente fica neutralizado. Mas quando volta a ficar frio, ele ressuscita. Por isso deixa o líquido amargo e inútil até para o uso culinário. Então para não desperdiçar, calcule uma quantidade que acha que vai poder consumir. Se aquecer, tome tudo.


Meu marido e eu moramos no Japão e ele trabalha para uma emissora de TV japonesa, como cinegrafista. E sempre que posso acompanho as externas que ele faz por diversos lugares que mandam ele. E com o convívio da equipe de filmagem, sempre jantamos todos juntos, saímos para passear, mas veio uma grande dúvida e não tive coragem para perguntar à nenhum japonês, pois sabem como eles são. Eu queria saber o que significa NAMA, pois eu tomo Namazake, e pelo que eu sei e o que vi no seu site, quer dizer "não pasteurizado". Porém no trabalho do meu marido, o pessoal vive falando Nama. Nos restaurantes também dizem Nama, sem se referir à sake. Afinal de contas, o que significa o termo NAMA????

Bom, NAMA, ao pé da letra, significa CRU. Por isso, o Japão que consome bastante peixes crus, é frequente o uso do termo NAMA em restaurantes. Agora na rotina do trabalho do marido, o termo NAMA, é uma palavra encurtado de NAMA CHUUKEI ou NAMA HOUSSOU, que significa AO VIVO. Traduzindo TRANSMISSÃO EM TEMPO REAL, ORIGINAL, AUTÊNTICO. Por isso os colegas de trabalho vão usar bastante a palavra, uma vez que o marido é cinegrafista. Também usam NAMA NO KOE ou Voz original, muito usado quando as pessoas ouvem a voz de um ídolo frente a frente.
Outros podem dizer HAN NAMA, Meio Cru, para ovos mexidos e carne.


Janeiro de 2003, recebi um convite para um jantar na casa do meu chefe. Trabalho num banco japonês aqui em SP, onde sou diretor de finanças. Meu chefe japonês, claro, adora saquê, e lógico que fui na Liberdade comprar a garrafa mais cara. Achei um que vem com uma espécie papel laminado no gargalo amarrado com uma fita vermelha. Me disseram que é o melhor que tem no Brasil. Como eu tinha uma belo papel de presente em casa, não pedi para embrulhar. Cheguei em casa, peguei o papel laminado com listras verde, branco e preto. Muito lindo. Coloquei numa sacola, e fui para casa do chefe. Após e ritual de cumprimentos, já na sala de estar, entreguei o meu presente. Numa fração de segundos, vi que a fisionomia dele era de espanto com um certo constrangimento. Mas, cordialmente, foi desembrulhando e adorou o saquê que comprei....
.... Mas eu queria saber o que realmente aconteceu, pois mesmo após o jantar, ele sorridente, não me contou nada. E quem sabe ninguém me contará.

É........as cores representam muita coisa. No Japão, o vermelho de qualquer tom, é usado em festividades, nascimento de um bebê, casamento tradicional, semelhante aos eventos chineses. Por outro lado, nas missas e velórios, são empregados as cores verde, preto e branco, juntos. Talvez o seu chefe tenha te dado um desconto, por ter um rosto ocidental. Porém se fosse um descendente, talvez teria se ofendido bastante. Ainda bem que o saquê compensou. Ufa!


Fui num jantar na casa da minha namorada, que aliás eu fui conhecer os pais dela. Filha de pais japoneses, a mãe dela era um amor. Porém o pai, parecia me testar, pois acabei dizendo que aprecio bem a cultura japonesa. Gentilmente, ele me perguntou se bebo. Respondi que sim, e ele me trouxe uma garrafa de sake, e dois copinhos. Ele rompeu o lacre e me serviu primeiro e depois o dele. Eu todo nervoso, levantei o copinho para brindar. Ele um pouco sem graça, levantou também e tocou no meu copinho. Aí eu pergunto, será que fiz algo de errado para deixá-lo constrangido?

Primeiro, quando você fala que entende uma coisa para um japonês, ele deduz que você domine bem o assunto. Portanto, já que estamos no Brasil, não é nada vergonhoso dizer que não sabe muito. Já que o futuro sogro estava te testando, impressiona mais, se você fizesse questão de servi-lo primeiro. Japoneses e senhores de idade, apreciam bastante este tipo de comportamento. E o erro maior, foi de tocar as cerâmicas. No máximo se ergue e brinda no ar. Claro que se fosse com cerveja, aí a história é diferente.


Eu estudo o idioma japonês já um bom tempo, e fomos eu e meus amigos japoneses, jantar no restaurante aqui em São Paulo. Como eu conhecia o dono, eu mesmo dei a volta no balcão para servir os meus amigos. Propus a começar com uma rodada de saquê. Todos (três) toparam e perguntei qual eles queriam beber. Memorizando cada marca pedido, cuidei dos apetrechos para a bebida. Como a noite estava quente, peguei 4 copos e botei gelo. Daí eu percebi que eles não gostaram muito, mas foram educados e tomaram o saquê com os cubos boiando. Depois vi a cara do dono do restaurante, e era a mesma fisionomia dos meus amigos...

Já ouviram a frase "A intimidade começa, quando termina o respeito". Pois é meu caro, não fica elegante uma pessoa de fora, entrar no local de trabalho de um chef, por mais que seja um balcão. Locais sagrados e também de risco, pois existem inúmeras facas, fogão, panelas quentes, etc. Portanto, por mais íntimo que seja com o dono do restaurante, limite-se ao lugar reservado ao público. Acho que ficaria melhor, propor uma rodada de bebida, e não só saquê. Vai que um prefere um shochu ou cerveja. E quando o dia está quente, os japoneses preferem tomar saquê gelado, mas não com gelo.


Me falaram uma vez que, sake quente fica muito bom. Fui para Liberdade e comprei um saquê da marca Azuma Kirin, o mais chique de rótulo amarelo. Cheguei em casa, peguei uma panela e despejei quase a metade da garrafa e botei no fogo. Enquanto isso, fui preparando um sashimizinho para o jantar com a patroa. Depois de borbulhar a borda da panela, peguei duas taças e nos servimos. Ansioso para experimentar, tomei de pouquinho em pouquinho, pois estava bem quente. Para o meu espanto, o aroma estava bom, porém com um sabor meio amargo e meio ácido. E para piorar, ficou um gosto na boca, que o meu sashimi de atum, ficou muito ruim...

Para se aquecer o saquê, deve sempre fazer em banho-maria, para não perder álcool e não comprometer o AROMA. "...o aroma estava bom,..." O aroma que estava na cozinha estava bom, pois quando você aproxima o copo da boca, não sobrou nada. "...pois estava bem quente..." para estar nessa temperatura, já deve ter passado os 60 graus. A temperatura máxima que o saquê suporta, é até 55 graus. E para completar, "...Azuma Kirin, o mais chique de rótulo amarelo..." é o rótulo Guinjo, com sabor e aroma sensível, que não deve ultrapassar os 30 graus. Este saquê é recomendável tomar gelado.


Sou um grande apreciador de sake, e na minha casa tenho alguma garrafas como Hakutsuru, Ozeki, Fuuki e mais alguns que não recordo o nome. Tenho os meus jogos de cerâmicas, que ganhei de uma amiga japonesa. Bebo com frequência, mas notei que uns dias para cá, o sake tem mudado o gosto. Sempre guardei em uma adega climatizada que construi em casa, não deixo exposto à claridade. Mas noto que o sabor está sensivelmente diferente. Meu corpo está em ordem, pois sempre tomo pouquinho ( 2 copinhos), meu paladar está ótimo, enfim não sei o que acontece.

(Após algumas trocas de e-mail)

O problema estava na cerâmica. Não na sua composição, mas no tempo que era deixado na pia sem lavar. Claro que depois de um dia cheio, ao chegar no conforto do lar, saboreia algumas doses de saquê, e ninguém vai querer lavar, e acaba deixando para o dia seguinte. A dica que eu dou, é encher o copinho e a jarra com água e deixar de molho. Já vimos que o saquê contém ácido láctico e mesmo depois de beber fica algumas gotas, o suficiente para ficar impregnado à parede da cerâmica. Se secar, pode usar qualquer tipo de sabão que não sai. Portanto, recomenda lavar bem a parte interna da jarra, com uma escova de dente velha, e o copinhos com uma esponja. Depois, deixar secar ao vento.


Na primeira noite que passei em Tóquio, resolvi encarar um restaurante tradicional. E depois de pedir o meu prato, quis experimentar um Shochu de trigo. Com muito humor, mímica e misturando inglês com japonês, o chef simpático me trouxe uma bandeja preta, com um caixa de gelo, pegador, um pires com umeboshi, uma garrafa de água, um bule de vidro com água quente e suco de limão. Poxa vida, eu achava que vinha uma garrafa e um copo. Sempre sorridente, não tive mais coragem e paciência para que me explicasse como tomar. Daí o que eu fiz???? Peguei um pouco de cada e coloquei tudo junto no copo e tomei. Espantado o chef apenas abanava os braços me passando a imagem, de que eu cometera uma loucura. Ele começou a falar em japonês (lógico) e tentava explicar. Mesmo assim fui tomando e depois de bêbada, nos tornamos amigos. Pelo menos 2 vezes por semana vou jantar lá.....e agora, já me explicaram como se deve tomar...

Claro que foi uma situação bem engraçada, que por um lado, o chef japonês não conseguia descobrir a preferência da minha amiga. E por outro, ela não sabia como tomar. Já não é a primeira vez que leio um relato assim. Bom, primeiro vamos seguir a descrição da bandeja.
            - Caixa de Gelo e pegador - Para aqueles que tomam shochu com gelo.
           - Garrafa de água - Para aqueles que gostam de tomar shochu com baixo teor alcoólico.
            - Garrafa de água e um pires com ume (ameixa japonesa) - Para aqueles que tomam Umewari.
            - Garrafa de água, pires com ume, Suco de limão - Para aqueles que tomam Ume Lemon wari
           - Bule de vidro ou chaleira com água quente - Para aqueles que desejarem tomar shochu quente.
Na verdade, o certo é pedir a forma que deseja, e o chef irá trazer só com os itens necessários. Portanto esse é um caso a parte que gerou muita descontração.


O maior mico da minha vida, foi logo quando cheguei em Tokyo, e fizeram uma recepção para mim, fechando uma parte do restaurante. Eu adoro comida japonesa, e não tive problemas com os costumes orientais. Doce ilusão!!! No momento em que todos estavam servidos de saquê, um dos diretores da empresa, onde trabalharia fez a seguinte pergunta. "Como se brinda no Brasil?" Então educadamente, me levantei discretamente por causa da saia, ergui o copo e disse bem alto
TIN TIN!!! Sabe aquelas horas, que você se arrepende 1 segundo depois? Pois é. Ao invés de gritar Saúde, a burra foi dizer o mesmo que Pênis. Nem preciso contar que todos gargalhavam e eu não sabia onde enfiar a cara.

Pois é, pessoal TIN TIN, quer dizer Pênis, numa forma mais popular. Portanto, diga Saúde. No Japão ou nas comunidades japonesas, dizem KAMPAI. Agora em eventos tradicionais existe uma forma bem interessante para brindar. Um dos mais velhos ou aquele que puxa a turma diz.
" Ote o haishaku!!!" Daí todos abrem os braços e levantando na altura peito. Ele grita "Ha!!!". Vem uma seqüencia de palmas.
"3 palmas / 3 palmas / 3 palmas / 1 palma forte" Repete-se 3 vezes e finaliza com aplausos. Legal não?


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