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Muitos conhecem o famoso arroz japonês, para fazer sushi, comer com furikake, e
mais uma porção de delícias nippônicas. Por mais que
hoje não há distinção de grãos, em termo de qualidade, 90% das adegas japonesas,
continuam usando o arroz específico para a produção de saquê.
São dois tipos de grãos usados:
SAKAMAI: Arroz próprio para a produção de Saquê, também chamado de SHUZOU
KOUTEKIMAI. Os grãos são maiores que o arroz comum, mais firme por fora e mole
por dentro. Possui a área branca (Shimpaku) maior, o que rende na produção de
bebida. Não é vendido no varejo.
IPPAN MAI: Arroz comum, para consumo do dia-a-dia. Ippan, quer dizer geral. tem
grãos menores, o que dificulta no polimento avançado, como Guinjo e Daiguinjo.
São mais baratos que o sakamai.
Normalmente, para a produção de saquê, são usados
um ou mais tipos e variedades de arroz. Os saquês Guinjos e Daiguinjos, além do
polimento menor que 60%, são usados apenas Sakamais. Se usados apenas Ippanmais,
são chamados de Futsuu-shu. Se usados mais de 50% de Sakamai, o restante de
ippanmai e o percentual de polimento de 60%, recebem o título de Tokubetsu
(Especial) no rótulo da garrafa.
São cerca de 60 tipos de arroz Sakamais, sendo que
3 deles são os mais conhecidos.
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YAMADANISHIKI |
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Criado em 1923, no Instituto de Homologação
Agrícola de Hyogo, juntando as sementes YAMADABO e TANKAN TOSEN, sendo fêmea e
macho respectivamente. E em 1936, 13 anos depois, foi homologado a espécie
YAMADA NISHIKI. |
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Características |
O tamanho do grão é
maior que os demais tipos tendo mais volume para extrair o amido,
pouca casca, ou seja, menos proteína e gorduras para serem eliminados. O
melhor tipo para se produzir saquê. Porém não é qualificado para o consumo
comestível. |
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Condições do Terreno e Clima |
Existem condições
extremas para a produção deste arroz. Primeiro, não ser uma área de passagem
de furacões ou outras adversidades naturais, por ele ter caules mais altos
que o normais. Segundo, o cultivo não pode ser em áreas planas. Tem a
preferência em lugares montanhosos ou em vales. A temperatura do ambiente
também tem de ser bem drásticos, sendo que os dias bem quentes e noite
frias. |
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Regiões de Cultivo
(em hectares) |
Hyogo 4.322 /
Fukuoka 288 / Okayama 58 Saga 47 / Kumamoto 45 |
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GOHYAKUMANGOKU |
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Criado
em 1938, no Instituto de Agrícola Nagaoka da província de Niigata, juntaram as
sementes kIKUSUI e SHIN 200, sendo fêmea e macho respectivamente. E em 1957,
para celebrar os 750.000t de arroz produzidos, ganhou o nome de Hohyakumangoku.
Observação: Na antiga unidade de medida, 1 koku, equivale à 150kg. Hohyakuman,
são 5 milhões. Agora vamos fazer as continhas. 5 milhões multiplica os 150kg que
dá 750 milhões de kilos ou 750.000 toneladas |
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Características |
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Condições do Terreno e Clima |
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Regiões de Cultivo
(em hectares) |
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MIYAMANISHIKI |
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Em 1988, técnicos do Instituto Agrícola de Nagano,
na tentativa de criar uma nova variedade de arroz, juntavam as sementes
HOKURIKU12 e o TOOHOKU25. Sem muito sucesso, resolveram mudar todo cálculo,
material e as próprias sementes, quando por um descuido, as amostras foram
atingidas pelo raio gama. Viram um efeito imediato, e correram para o
microscópio. Para felicidade de todos, a fecundação estava concluída. Para
homenagear as belíssimas montanhas cobertas de neve, batizaram o grão
branquinho, branquinho de MIYAMA NISHIKI. Miyama, significa Bela Montanha. |
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Características |
Tamanho do grão
padronizados, brancos e grandes. Perfeito para a produção de saquê. |
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Condições do Terreno e Clima |
Acostuma-se em área
frias, porém não há a necessidade criteriosa de terrenos. Grão firmes e
fortes. |
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Regiões de Cultivo
(em hectares) |
Nagano 1.213 / Akita
438 / Yamagata 195/ Iwate 93 / Miyagui 39 |
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